Descobrir o Passado...

Favaios, antigamente, situava-se na Região de Panoias e, segundo os historiadores era uma das mais importantes regiões, e já existia mesmo antes do domínio romano. É com as invasões romanas entre os anos 218 a.C. e 201 a.C. e com a perda de território por parte dos Lusitanos e Hispânicos que se dá uma romanização em toda a Península Ibérica. Os fundadores foram imperadores que faziam parte da dinastia Flaviana ou Dinastia Flávia. Era a segunda dinastia de imperadores do Império Romano. Os Flávios ascenderam ao poder através de Tito Flávio Vespasiano depois da crise do ano dos quatro imperadores. Pressupõe-se, que a origem do nome Favaios deriva dos Flávios, e por corrupção de Flavius, seu fundador. Panoias era um vasto território que ia desde o Marão ao Tua e do rio Douro até Murça actualmente.

Favaios, recebeu a Carta de Alforria no ano de 1211 pelo Rei D. Afonso II, e o seu primeiro Foral foi entregue em 1270, atribuido por outro Rei: D. Afonso III, mas a sua confirmação, só em 1284, foi dada por D. Dinis, só que por razões desconhecidas foi revogado por D. Manuel I, em 1514, mas chegou a ser e restabelecido no mesmo ano.

- A existência de um concelho assentava num foral ou carta de foral, diploma que regulava a administração, as relações sociais e os direitos e encargos dos moradores. Tratava-se de lei orgânica local, que fixava os limites do território, garantia o direito de propriedade e determinava os tributos e prestações que os vizinhos deviam pagar aos outorgantes. Ainda que os forais nem sempre contenham referência às magistraturas locais, o que pode atribuir-se ao espírito costumeiro da organização municipal, eram autênticas cartas de privilégio, não apenas porque impunham uma lei escrita, mas também porque defendiam os foros municipais contra todas as opressões e abusos da classe senhorial e dos oficiais régios. O nome dos confinantes garantia a validade e eficácia do diploma. A carta de foral pressupunha a existência de uma terra ou a sua iminente fundação, o que definia sempre o nascimento de um concelho. O foral arrastava consigo, mesmo que o não estabelecesse expressamente, a formação do concelho. -

Formação de Favaios

Depois da ocupação do território lusitano por parte dos romanos, seguiram-se as invasões muçulmanas na Península Ibérica. Ao chegarem ao norte do território tomaram o Castelo de Flávias, chamado e conhecido pelo povo como “O Castelo dos Mouros”. Como consequência da invasão, o povo é obrigado a refugiar-se e a procurar outras paragens, formando novas povoações. Metade da população refugiou-se num local baptizado com o nome de S. Bento e onde ajudaram a lutar nas batalhas contra os Mouros, com o objectivo de expulsar estes e reconquistarem de novo toda a região, mas no regresso, depois da expulsão dos mouros, a zona era coberta pela destruição das batalhas. Isto levou a construção da aldeia actual de Favaios. Mais tarde como referido em cima, Favaios recebe o Foral e torna-se concelho da região o até meados do século XVIII.

As Muralhas do "Castelo dos Mouros"

O Foral de D. Manuel I

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D. Manuel I, depois de ter revogado o foral e te-lo reconstituido no mesmo ano (1514), para memória, mandou a Câmara de Favaios colocar no alto do chafariz as armas de monarca dele próprio, que constam do escudo real das Quinas sobre a esfera armilar e encimadas por uma coroa.